Parábola - tema do site VOLTA PARA CASA Volte para a Santa
Igreja Católica Apostólica Romana Por Um indigno filho de Maria
Disse Nosso Senhor Jesus Cristo:
"Um homem tinha dois
filhos. O mais moço disse a seu pai: Meu pai, dá-me a parte da herança que me
toca. O pai então repartiu entre eles os haveres. Poucos dias depois,
ajuntando tudo o que lhe pertencia, partiu o filho mais moço para um país muito
distante, e lá dissipou a sua fortuna, vivendo dissolutamente. Depois de ter
esbanjado tudo, sobreveio àquela região uma grande fome e ele começou a passar
penúria. Foi pôr-se ao serviço de um dos habitantes daquela região, que o
mandou para os seus campos guardar os porcos. Desejava ele fartar-se das
vagens que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. Entrou então em si e
refletiu: Quantos empregados há na casa de meu pai que têm pão em abundância...
e eu, aqui, estou a morrer de fome! Levantar-me-ei e irei a meu pai, e
dir-lhe-ei: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser
chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados. Levantou-se, pois,
e foi ter com seu pai. Estava ainda longe, quando seu pai o viu e, movido de
compaixão, correu-lhe ao encontro, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. O
filho lhe disse, então: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou
digno de ser chamado teu filho. Mas o pai falou aos servos: Trazei-me
depressa a melhor veste e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e calçado nos
pés. Trazei também um novilho gordo e matai-o; comamos e façamos uma
festa. Este meu filho estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi
achado. E começaram a festa. O filho mais velho estava no campo. Ao voltar e
aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. Chamou um servo e
perguntou-lhe o que havia. Ele lhe explicou: Voltou teu irmão. E teu pai
mandou matar um novilho gordo, porque o reencontrou são e
salvo. Encolerizou-se ele e não queria entrar, mas seu pai saiu e insistiu
com ele. Ele, então, respondeu ao pai: Há tantos anos que te sirvo, sem
jamais transgredir ordem alguma tua, e nunca me deste um cabrito para festejar
com os meus amigos. E agora, que voltou este teu filho, que gastou os teus
bens com as meretrizes, logo lhe mandaste matar um novilho
gordo! Explicou-lhe o pai: Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu
é teu. Convinha, porém, fazermos festa, pois este teu irmão estava morto, e
reviveu; tinha se perdido, e foi achado" (Lc 15,11-32)
A Explicação
desta parábola fica assim: 1º-Esse homem é Deus 2º-Os dois filhos são o
povo judeu e o povo pagão 3º-"Dá-me a parte da herança que me
toca"; ou seja, a Memória, a Razão e a Vontade.Como dizia Santo
Agostinho:"é o engenho e tudo o que Deus nos deu para que O conhecêssemos e
Lhe déssemos culto" 4º-"Partiu o filho mais moço para um país muito
distante"; ou seja, por um caminho sem fim, um trabalho sem repouso, um
movimento sem estabilidade e uma corrida sem destino.No falar de Santo
Agostinho: "Distância significa: o esquecimento de seu
Criador" 5º-"E lá dissipou a sua fortuna, vivendo
dissolutamente", ou seja, consistiu em gloriar-se da virtude, em
deleitar-se nos vícios, em consolar-se no que é meramente
transitório. 6º-"Depois de ter esbanjado tudo", ou seja,
dilatou os bens da MEMÓRIA de três modos: pelos pensamentos afetuosos, pelos
onerosos e pelos ociosos. Afetuosos pela ocupação com o que é servil, onerosos
pela solicitude com o que é exterior, ociosos pela divagação no que é
inútil.Dissipou os bens da razão de três modos, tomando o mal como bem, o falso
pelo verdadeiro e o veneno como comodidade. Tomou o mal como bem porque perdeu a
ética, tomou o falso como verdadeiro porque perdeu a lógica e, finalmente, tomou
o veneno como comodidade ao perder a estimação natural.Dissipou a boa vontade
vivendo luxuriosamente, pelo incêndio de um fogo oculto, pela divagação do olho
exterior e pela ambição de um mundo corrompido, isto é, pela luxúria no fedor,
pela soberba no furor e pela avareza no fervor. 7º-"sobreveio
àquela região uma grande fome e ele começou a passar penúria", ou seja,
ao iniciar-se uma grande fome naquela terra iniciou-se também a sua
indigência.Faltou os louvores a Deus, faltou a virtude, faltou a palavra de
Deus.Uma vez que "nem só de pão vive o homem e sim de toda a palavra que procede
da boca de Deus" (Mt 4,4).Teve fome não de pão visível mas da verdade
invisível. 8°- Disse Santo Agostinho: E, por causa da fome, "foi
pôr-se a serviço de um dos senhores daquela região": entenda-se o diabo, o
senhor dos demônios, sob cujo poder caem todos os curiosos, pois a
curiosidade é o pestilento abandono da verdade.À margem de Deus, por entregar-se
a seus próprios recursos, foi submetido à servidão e lhe tocou o ofício de
apascentar porcos, o que significa a servidão mais extrema e imunda que costuma
alegrar os demônios: não foi por acaso que o Senhor, quando expulsou a legião
dos demônios, permitiu que entrassem na piara de porcos.Alimentava-se então das
vagens de porcos sem poder saciar-se. Vagens são as vistosas doutrinas do mundo:
servem para ostentar mas não para sustentar; alimento digno para porcos, mas
não para homens: próprias para dar aos demônios deleitação, mas não aos
fiéis justificação. 9º-"Entrou então em si e refletiu: No
falar de Santo Agostinho: "Reparai no que diz o Evangelho: "Entrando em
si..."; primeiramente, voltou-se para si e só assim pôde voltar para o pai.
Dizia talvez: "O meu coração me abandonou (isto é: saí de mim mesmo)" (Sl
40,13); daí que fosse necessário, antes, voltar para si mesmo e assim perceber
que se encontrava longe do pai. É o que diz a Escritura quando increpa a alguns,
dizendo: "Voltai, pecadores, ao coração! (isto é: voltai, pecadores, a vós
mesmos!)" (Is 46,8)". Quantos empregados há na casa de meu pai que têm pão
em abundância... e eu, aqui, estou a morrer de fome!" ou seja, quantos
que estão na Santa Igreja Católica Apostólica Romana, tem as graças em
abundância, e eu aqui estou sem nenhuma, estou sem o meu alimento da alma que é
Deus.Os empregados são os apóstolos, os quais Nosso Senhor disse: "Vinde após
mim e vos farei pescadores de homens" (Mt 4,19).Eles tem em abundância, nenhuma
bolota, mas pães.Doze cestas de pães.Ó meu Senhor Jesus tomastes, as bolotas
rotas que eram para os porcos e nos destes os seus pães!Porque o Senhor é o
"Mordomo" da Casa do Pai. 10º-Levantar-me-ei e irei a meu pai, e
dir-lhe-ei: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser
chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados", ou seja, foi
atraído pelo Pai.Pois Nosso Senhor Jesus Cristo disse:"Ninguém pode vir a mim
se o Pai, que me enviou, não o atrair" (Jo 6,44).Então atraído pelo Pai
através da graça atual, o filho mais novo, teve então que compensar pela fé
primeiramente os danos causados à razão, pela esperança os danos causados à
MEMÓRIA e pelo amor os danos causados à vontade.A fé iluminou a razão de três
modos: pelos preceitos, pelos sinais e pelas promessas. A esperança fortaleceu a
MEMÓRIA também de três modos: pelo perdão, pela graça e pela glória. A caridade,
finalmente, restaurou a vontade de três modos: pelo amor natural pelo qual amou
ao próximo natural e racional tanto quanto a si mesmo, e pelo amor espiritual
pelo qual amou a Deus.Retornou, portanto, pelo caminho contrário, de tal maneira
que os mesmos graus pelos quais adoeceu de uma peste mórbida se tornassem as
fronteiras pelas quais retornaria à saúde."Levantou-se, pois, e foi
ter com seu pai" diz-nos Santo Agostinho: "Levantou-se e voltou. Ele,
caído por terra depois de contínuos tropeços. O pai o vê ao longe e sai-lhe ao
encontro. É dele que fala o Salmo: "Entendeste meus pensamentos de longe" (Sl
139,2). Que pensamentos? Aqueles que o filho tinha em seu interior:
"Levantar-me-ei e irei a meu pai, e dir-lhe-ei: Meu pai, pequei contra o céu
e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como a um dos
teus empregados". Ele ainda nada tinha dito, só pensava em dizer. O pai,
porém, ouvia como se o filho já o estivesse dizendo.Por vezes, em meio a uma
tribulação ou tentação, alguém pensa em orar, e, no próprio ato de pensar o que
irá dizer a Deus na oração, considera que é filho e que, como tal, tem direito a
reivindicar a misericórdia do Pai. E diz de si para si: "Direi a meu Deus isto e
aquilo; não temo que, em lhe dizendo isto, e chorando, não seja eu atendido pelo
meu Deus". Geralmente, Deus já o está atendendo quando ele diz estas coisas;
e mesmo antes, quando as cogita, pois mesmo o pensamento não está oculto ao
olhar de Deus. Quando o homem delibera orar, já lá está Aquele que lá estará
quando ele começar a oração.E assim se diz em outro Salmo: "Eu disse:
confessarei minha iniqüidade ao Senhor" (Sl 32,5). Vede como se trata ainda de
algo interior a ele, de um mero projeto e, contudo, acrescenta imediatamente: "E
tu já perdoaste a impiedade de meu coração" (Sl 32,5). Quão próxima está a
misericórdia de Deus daquele que se confessa! Não, Deus não está longe de quem
tem um coração contrito, como está escrito: "Deus está próximo dos que trituram
seu coração" (Sl 34,19). E neste triturar seu coração no país da penúria,
retornava ao coração para moê-lo. Soberbo, abandonara seu coração; irado com
santa indignação, a ele retorna.Indignou-se contra si mesmo, contra o mal que há
em si, para se emendar; retornou para merecer o bem do pai. Indignou-se conforme
a sentença: "Irai-vos para não pecar" (Sl 4,5). Pois quem está arrependido fica
irado e, por estar indignado consigo mesmo, se pune.Daí surgem aquelas práticas
próprias do penitente que verdadeiramente se arrepende, verdadeiramente se dói,
sente ira contra si mesmo. Certamente, é indício dessa ira o bater no peito: o
que a mão faz externamente, a consciência o faz internamente: golpeia-se nos
pensamentos, ou melhor, produz a morte em si mesmo. E, matando-se, oferece a
Deus o "sacrifício de um espírito atribulado. Deus não despreza um coração
contrito e humilhado" (Sl 51,19). E, assim, raspando, quebrando, humilhando seu
coração, leva-o à morte.Que significa "ir ao encontro" senão
antecipar-se pela misericórdia? Pois, "estava ainda longe, quando seu
pai o viu, e, movido pela misericórdia, correu-lhe ao encontro". Por que foi
movido pela misericórdia? Porque o filho tinha confessado sua
miséria. "E correndo-lhe ao encontro, lançou-se-lhe ao pescoço",
isto é, pôs o braço sobre o pescoço dele.Ora, o braço do Pai é o Filho:
deu-lhe, portanto, Cristo para carregar: uma carga que não pesa, mas alivia.
"Meu jugo é suave, diz Cristo, e meu fardo é leve" (Mt 11,30). Ele se
apoiava sobre o que estava de pé e, por apoiar-se, impedia-o de tornar a cair.
Tão leve é o fardo de Cristo que não só não pesa, mas, pelo contrário, até
ergue.Assim, o peso do braço do pai sobre o pescoço do filho não o carregou, mas
o aliviou; foi-lhe honroso e não oneroso. Como é, pois, o homem capaz de
carregar consigo a Deus se não é porque o está carregando, o Deus que ele
carrega?" 11º-"Mas o pai falou aos servos: Trazei-me depressa a
melhor veste e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e calçado nos pés", ou
seja, vista-o com a minha armadura, a armadura que desce do alto, vista-o com
a minha graça santificante.Vista-lhe a roupa espiritual, a esperança de
imortalidade, conferida no batismo.Dê-lhe um anel que é uma fé sincera e é a
impressão da Verdade.Dê-lhe os sapatos, que é a Sabedoria, e o anuncio do
Evangelho.Nos diz Santo Agostinho: "Estas coisas Deus faz através de seus
servos, isto é, os ministros da Igreja. Acaso eles podem, por si próprios, dar
veste, anel e calçados? Não, apenas cumprem seu ministério, desempenham seu
ofício; quem dá é Aquele de cujo depósito e de cujo tesouro são extraídos estes
dons." 12º-"Trazei também um novilho gordo e matai-o; comamos e
façamos uma festa", ou seja, trazei o cordeiro de Deus (Jesus Cristo),
imolamo-Lo para que ele coma de seu Corpo, alma, sangue e Divindade e comemore a
vida de meu Filho em si.Para que ele não caminhe mais de acordo com a carne e
sim de acordo com o Espírito.Para que volte a graça do Sacramento da
Comunhão.Para que ele se alimente da carne de meu Filho, que é rica de virtudes
espirituais.Dê a ele a vítima ministerial que Eu o Pai ofereci ao mundo para a
remissão dos pecados.Já no dizer de Santo Agostinho: "Mandou também
matar o bezerro cevado, isto é, que fosse admitido à mesa em que o alimento é
Cristo morto. Mata-se o bezerro para todo aquele que, de longe, vem para a
Igreja, na qual se prega a morte de Cristo e no Seu corpo o que vem é admitido.
Mata-se o bezerro cevado porque o que se tinha perdido foi
encontrado" 13º-"Este meu filho estava morto, e reviveu; tinha se
perdido, e foi achado", ou seja, estava morto pelo pecado mortal, que o
privou de minha graça, agora reviveu, ou seja está na graça santificante, tinha
se perdido, ou seja, estava longe da luz que SOU EU (Deus), e foi achado, pela
Minha Misericórdia retornando para a vida da graça, retornou para a Verdade que
é imutável.Retornou para MIM.A alegria do Pai é a remissão de nossos
pecados.Aquele que tem a fé, é vivificado pela graça.Se morrer é revivido pelo
Sacramento da Penitência. 14º-"O filho mais velho estava no
campo. Ao voltar e aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças", ou
seja 'haverá júbilo entre os anjos de Deus por um só pecador que se
arrependa' (Lc 15,10). 15º-"Chamou um servo e perguntou-lhe o
que havia.Ele lhe explicou: Voltou teu irmão. E teu pai mandou matar um novilho
gordo, porque o reencontrou são e salvo.Encolerizou-se ele e não queria entrar,
mas seu pai saiu e insistiu com ele.Ele, então, respondeu ao pai: Há tantos anos
que te sirvo, sem jamais transgredir ordem alguma tua, e nunca me deste um
cabrito para festejar com os meus amigos.E agora, que voltou este teu filho, que
gastou os teus bens com as meretrizes, logo lhe mandaste matar um novilho
gordo!", ou seja, aqui se mostra a visão do povo judeu em relação ao povo
pagão.Quanto aquela mulher pecadora entra na casa de Simão, e vai lavar com suas
lágrimas os pés de Nosso Senhor, Simão critica Jesus, dizendo que se ele fosse
realmente um profeta veria que aquela mulher era uma pecadora.E Jesus o
repreende desta maneira:'Entrei em tua casa e não me deste água para lavar os
pés; mas esta, com as suas lágrimas, regou-me os pés e enxugou-os com os seus
cabelos.Não me deste o ósculo; mas esta, desde que entrou, não cessou de
beijar-me os pés.Não me ungiste a cabeça com óleo; mas esta, com perfume,
ungiu-me os pés' (Lc 7,44-46).O filho mais velho fica a porta, ele não é
excluído, mas não entra.Ele inveja a conversão de seu irmão (povo pagão), é
torturado pela felicidade da Igreja, ele fica do lado de fora, pois não quer se
arrepender.É orgulhoso. 16º-"Explicou-lhe o pai: Filho, tu
estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu.Convinha, porém, fazermos festa,
pois este teu irmão estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi
achado", ou seja, por Eu o ter atraído através de Minha graça atual e ter
feito com que ele enxergasse o erro, e ele ter demonstrado muito amor, através
do arrependimento, convinha que Eu o levasse até meu Filho Muito Amado.Estava
morto pelo pecado, e agora vive novamente pela graça santificante, estava nas
trevas da ignorância e do erro, e agora veio para a Verdade que é Una
(Universal, Imutável, objetiva), veio para luz.Pois ele conheceu a Verdade, ou
seja conheceu meu Filho Jesus Cristo, e a Verdade o livrou!.Mas o Pai que é bom
tinha querido salvar o filho mais velho.Pois diz: «Você sempre está comigo»: ou
como judeu debaixo da Lei, ou como só por nosso acordo comum; mas além disso, se
você deixar de invejar, «tudo o que é meu é teu»: como judeu você possui os
mistérios da Vontade velha, se for batizado possuirá os da Vontade Nova.E tudo o
que é Meu é também teu!Ou seja você entrará para a festa, que também é para
você.Fará parte do sangue de meu Filho!
OBS: "A explicação da
parábola do filho pródigo, foi montada a partir dos ensinamentos de Hugo de
São Victor (Sermões), os ensinamentos de Santo Ambrósio de
Milão (Explicação do Evangelho de São Lucas) e o Sermão sobre a
Parábola do Filho Pródigo feito por Santo Agostinho de
Hipona"
Observem como a parábola do Filho Pródigo expressa a
misericórdia de Deus.Vejamos a clara visão da conversão de uma pessoa a
verdadeira fé, a verdadeira Igreja.Vejamos como a misericórdia de Deus é
infinita para quem se humilha e arrepende de seus pecados.
O nosso
primeiro pai Adão, tinha tudo o que queria, pois o Nosso Deus lhe dava.Quão
bondoso e amável é o Nosso Deus!Criou nosso primeiro pai a sua imagem e
semelhança.Com a doce voz de Seus Santos lábios, Ele disse: "Façamos o homem à
nossa imagem e semelhança" (Gn 1,26).Amou-o tanto que não queria que ele ficasse
sozinho, então fazendo-o dormir retirou de seu lado uma costela da qual fez a
primeira mulher, que é a nossa primeira mãe.Nosso primeiro pai a chamou de
Eva.Deus amou tanto o homem, que mesmo sabendo que um dia o homem iria se
rebelar contra Ele, mesmo assim o amou.Pois de Seus Santíssimos lábios saiu essa
frase: "Amo-te com um amor Eterno! (Jr 31,3).Porque és precioso a meus
olhos, porque eu te aprecio e te amo, permuto reinos por ti, entrego nações em
troca de ti (Is 43,4)".Porque você foi feito a minha imagem e
semelhança.Pois antes de te amar Eu Me amei primeiro!.Mas nosso primeiro pai
Adão e nossa primeira mãe Eva, foram desobedientes e pecaram contra o Nosso
Deus.Por tal desobediência, todos nós pecamos, pois o nosso primeiro pai,
representa todos nós.O Nosso bondoso Deus por tão desobediência de nosso
primeiros pais, puni-os com três castigos, que são:
O primeiro
foi contra a mulher, que traria seu filho no sofrimento e daria à luz com
dores. O segundo foi pronunciada contra o homem (Gn 3, 9): Comerás o
teu pão com o suor de teu rosto. O terceiro foi comum ao homem e à
mulher. Em razão da desobediência devem ambos tornar ao pó ou seja devem
morrer" (S.Tomás de Aquino, Sermões sobre o Pai Nosso e a Ave
Maria).
Esses são os castigos que Nosso Deus através de sua reta Justiça
lançou em nossos pais.E nós ganhamos os três como herança paterna e materna!Pois
Nosso Deus disse: "Castigo os filhos por causa dos pecados dos pais (Is
14,21)", pois "Eu repreendo e castigo aqueles que amo (Ap
3,19)". Então nascemos no pecado mortal (Sl 50,7).Somos pisoteados pelo
demônio, carregamos a nossa herança paterna recebida de Adão, o nosso primeiro
pai.Somos influenciados pelas coisas mutáveis desse mundo, e estamos jogados na
beira do caminho.Mas Deus não nos deixou perecer.Enviou o seu Filho bem amado
para nos resgatar, o bom pastor (Jo 10,11), para lavar a lepra do pecado com o
seu Santíssimo Sangue.Resgatando assim aqueles que O desejarem.Já dizia Santa
Catarina de Sena: "A estrada (do Céu) fora interrompida pela desobediência
de Adão.Ninguém mais chegava à vida eterna...O pecado veio impedir-lhe de
atingir essa meta.O homem deixava de realizar meu plano, pois a culpa lhe
fechara o céu e a porta da minha misericórdia.Com o advento do pecado,
imediatamente brotou um rio tempestuoso, cujas ondas continuam a açoitar a
humanidade.São as misérias e males provenientes do próprio homem, do demônio
e do mundo.Nele todos se afogavam; ninguém mais, graças a virtudes pessoais,
atingia a vida eterna.Para remediar a tantos males, construí a ponte no
meu Filho, que permitiria a travessia do rio sem perigo de afogar-se.O
rio é o proceloso mar desta tenebrosa vida...Todos vós deveis passar por esta
ponte...Não há outro modo de chegar até mim.Quem não passa
pela ponte, vai pela estrada inferior, vai pelo rio do pecado.E esse rio é uma
estrada sem pedras, feita somente de água, inconsistente; por sobre ela ninguém
vai sem afundar.É o caminho dos prazeres e das altas posições, daqueles cujo
amor não repousa em mim e nas virtudes, mas no apego desordenado ao que é humano
e passageiro...por esse caminho vão os maus.E por eles quero que rezeis; em
favor deles vos peço lágrimas e suor, para que achem em mim a misericórdia!".
(Santa Catarina de Sena - O Diálogo)
Primeiramente o Pai Eterno
nos atrai e nos leva a seu Filho bem amado Jesus Cristo, que comovido de amor
por nós tão qual o Pai ficou ao ver o seu filho voltando para casa.Jesus
coloca-nos em seus Santíssimos Ombros, alegre nos leva para a sua Santa
Hospedaria, que é a Santa Igreja Católica Apostólica Romana.Hospedaria, porque
como foi dito: Sou um peregrino em uma terra estrangeira” (Ex 18,3).
“Peregrino errante sobre a terra” (Gn 4,14) “Diante de vós não sou
mais que um viajante, um peregrino, como foram os meus pais” (Sl 38,13).
“Peregrino sou na terra, não me oculteis os vossos mandamentos”
(Sl 118,19).Ele nos cura de nossos pecados, lavando a lepra que contraímos ao
vir para esse mundo, preserva-nos de uma nova infecção.Faz tudo isso através de
seu representante na Terra, o Papa e os seus ministros, os Sacerdotes.Estando na
Santa Hospedaria, começamos a alimentar a nossa memória, razão e vontade com as
Santas Palavras de Nosso Deus e os Santos Sacramentos, que nos fortalece e nos
enche de virtudes espirituais.Fazendo-nos "guerreiros", prontos para passar da
Igreja Militante para a Igreja Triunfante. Então arrependidos, e estando na
graça santificante que é obtida através dos santos sacramentos, estaremos bem
aquecidos, pelas graças que neles encerram, e nos fortalece, para resistir os
ventos (sopros de doutrinas) que são mandados pelo demônio.Somente através desta
"hospedaria" que aqui na terra é chamada de Militante (no Purgatório é chamada
de Padecente, e no Céu é chamada de Triunfante), é que possamos passar para a
Igreja Triunfante, que é a Nossa pátria Celeste (Céu).Não há outro
caminho, não há outra porta, não há outra via, senão por meio dela, da Santa
Igreja Católica Apostólica Romana, que é Militante, Padecente e
Triunfante, que é definida como "hospedaria", pois nos hospeda nesse
vale de lágrimas que é esse mundo mutável e cheio de espinhos.Espinhos esses
que são de morte.Se estivermos na hospedaria estaremos seguros!Pois se
estivermos nela, e não conseguirmos atingir a "meta" exigida pelo Pai, para
irmos para o céu.Ficaremos na Igreja padecente, até cumprir a justiça de Deus em
nós.E depois passaremos para a alegria de Deus.Entraremos em seu gozo e em um só
canto, um só louvor que já começa aqui na Casa do Pai que é a Santa Igreja
Católica Apostólica Romana!
Não bebeis das águas mornas, que são
as heresias que nos arrastam e nos prendem ao pecado, atravessem pela ponte
que é Nosso Senhor Jesus Cristo.Ouça as Sagradas Escrituras que nos
diz:
"Voltai, pois, filhos de Israel, Àquele de quem estais tão
profundamente separados" (Is 31,6)
Então...
Volte
para casa, volte para os braços do Pai através do Nosso Senhor Jesus
Cristo e dos Santos Sacramentos.Volte para a Casa do Pai, que também é sua!Volte
para a Santa Igreja Católica Apostólica Romana!Elevai os clamores a Deus Pai,
por meio da Santíssima Virgem.Ela que intercedeu nas bodas de caná, agora mais
do que nunca os ajudareis a regressar! Ó Maria Santíssima, tudo por meio de
Vós, e nada sem Vós!
OBS 1:"Então há três Igrejas,
(Militante, Padecente e Triunfante), distintas? R/.Não. A Igreja Católica é
uma Só Igreja, pois 'os membros da Igreja encontram-se parte no Céu, e
formam a Igreja triunfante; parte no Purgatório, e formam a Igreja padecente;
parte na terra, e formam a Igreja militante'.E estas 'diversas
partes da Igreja constituem uma só Igreja e um só corpo, porque têm a mesma
cabeça que é Jesus Cristo, o mesmo espírito que as anima e as une, e o mesmo fim
que é a felicidade eterna, que uns já estão gozando e que outros
esperam' (Papa São Pio X - Catecismo Maior: 146-147)
OBS
2: Todos os negritos e grifos são meus!
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